A esperança renasce em Knox Country - Registro #001Project Zomboid

A esperança renasce em Knox Country - Registro #001

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Registro dos sobreviventes - Uma nova esperança em West Point.

Depois de semanas vagando sem rumo pelas estradas destruídas de Knox Country, finalmente encontramos algo próximo de estabilidade.

Tudo começou em Rosewood.

A antiga base dos bombeiros se tornou nosso primeiro abrigo real. Pela primeira vez desde o começo de tudo, tivemos paredes seguras, camas improvisadas e alguns dias sem ouvir gritos do lado de fora. Os caminhões abandonados ainda tinham combustível suficiente para algumas viagens, e foi ali que começamos a acreditar que talvez sobreviver fosse possível.

Mas Rosewood nunca seria o suficiente.

Com o passar do tempo, os recursos começaram a desaparecer. Casas vazias. Mercados saqueados. Ruas silenciosas demais. A sensação de estarmos presos em uma cidade já morta começou a crescer.

Então decidimos partir.

A viagem até West Point foi um inferno.

Carros abandonados bloqueavam as estradas. Florestas densas escondiam mais perigos do que proteção. Dormíamos pouco, sempre ouvindo passos do lado de fora. Perdemos equipamentos no caminho. Perdemos veículos. Quase perdemos pessoas.

Mas conseguimos chegar.

Agora vivemos nos arredores de West Point.

Se é que isso ainda pode ser chamado de viver.

Construímos uma pequena base improvisada longe das ruas principais. Cercas de madeira. Janelas reforçadas. Um gerador velho ameaçando morrer a qualquer momento. Toda noite a chuva bate no telhado enferrujado enquanto ouvimos aquela cidade respirar ao longe.

West Point é diferente.

A cidade parece não acabar nunca.

As ruas estão tomadas. Centenas deles vagam sem direção entre carros destruídos e prédios abandonados. Qualquer erro aqui significa morte. Às vezes passamos dias inteiros apenas limpando uma única rua. O som de uma janela quebrando pode transformar uma simples busca por comida em uma corrida desesperada pela sobrevivência.

Mesmo assim... continuamos.

Cada casa limpa. Cada caixa de comida encontrada. Cada parede reforçada.

Tudo isso nos lembra que ainda estamos vivos.

DireReavem tem sido uma das principais responsáveis por manter comida chegando à base. Atualmente vivendo como pescadora do grupo, ela evita confrontos sempre que possível. Falta força para enfrentar hordas no combate direto, então prefere sobreviver nas margens dos rios, trazendo alimento e garantindo que ainda tenhamos algo para comer nos dias ruins.

Soneca assumiu parte da manutenção dos veículos e da estrutura da base. Ainda aprendendo o básico da mecânica, passa boa parte do tempo desmontando carros abandonados e tentando entender como manter tudo funcionando por mais alguns dias. Ele quer lutar. Quer enfrentar as hordas. Mas ainda está em preparação, treinando combate e tentando sobreviver tempo suficiente para isso.

Quanto a mim... continuo sendo a linha de frente.

Marukezu acabou assumindo naturalmente o papel de defensor da base e principal combatente do grupo. Entre marteladas nas paredes, barricadas improvisadas e corredores infestados de mortos, sigo tentando limpar West Point rua por rua. Lentamente. Dolorosamente.

Às vezes parece impossível.

Mas ainda estamos aqui.

Talvez seja isso que restou da humanidade agora.

Continuar.

Mesmo cansados. Mesmo com medo. Mesmo sabendo que o mundo acabou.

West Point ainda não caiu completamente para eles.

E enquanto estivermos respirando... ainda existe esperança.