Livro em si
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Após a escrita na lousa, Albert sacou alguns pergaminhos de suas vestes e começou distribuir entre os alunos.
O clima era de total silêncio e tensão, o único som que era possível de ouvir eram os passos de Albert pela sala.
Após a distribuição, um dos alunos levantou a mão e todos olharam para ele, o garoto aparentava estar nervoso, Albert então se direcionou até a lousa, puxou sua cadeira e sentou-se em frente aos alunos.
Senji pegou seu pergaminho e nele estava escrito “Protetor”, depois de ler olhou para Toru e percebeu que o amigo estava olhando fixamente para seu pergaminho, imóvel.
Percebeu também que todos os alunos estavam em estado de alerta, olhando um nos olhos dos outros, com uma expressão de medo e nervosismo.
Alguns minutos se passaram e no inicio da sala, o garoto que havia perguntado ao professor faz um gesto de saque, colocando a mão próxima ao quadril e levantando até a cabeça, olhando fixamente para um outro aluno.
Esse outro aluno disse: —O que!? Eu não sou um assassino!
Após isso Albert se levantou, foi em direção ao aluno, pegou seu pergaminho e o levou até uma das portas da sala, deixou o aluno lá dentro e fechou a porta, ao retornar ele novamente se posicionou próximo a lousa e levantou o pergaminho do eliminado e todos puderam ler “Protetor”.
Após isso, passaram-se 1 hora e ninguém havia esboçado nenhuma reação, até que do outro canto da sala, um aluno que sentava próximo a Toru fez um gesto de saque, e olhou fixamente para outro aluno.
Albert foi até o aluno pegou seu pergaminho e o conduziu para fora da sala, retornou e apresentou seu pergaminho que dizia “Assassino”.
Com isso Senji começou observar Toru e percebeu que o amigo estava extremamente nervoso, chegava quase a tremer, olhava fixo para sua carteira, imóvel.
Mais uma hora se passou, Albert se levantou e virou até a lousa, apagou a primeira parte e escreveu: ”Fim da aula, todos estão liberados - os pontos individuais serão registrados.”.
Após escrever, Albert caminhou até a porta onde deixou o primeiro aluno, o pegou e foi embora.
Sem que o rei tivesse sido morto ou salvo, Senji entendeu que, naquela sala, todos haviam falhado.