Livro em si
Carregando capítulos...
Carregando capítulos...
Logo após ter partido de casa, Senji começou caminhar em sentido a cidade de Khanã, que também pertencia ao reino de Burcuth, e se localizava a 7km leste de Gesyl, cidade esta, conhecida pelos grandes professores que se formavam por lá e também pelo grande número de grupos religiosos que circulavam e palestravam em torno da cidade. Durante o trajeto de Gesyl a Khanã, logo ao sair da pequena cidade de Gesyl, Senji avistou Toru Hiru, um amigo da mesma idade que costumava compartilhar livros com Senji, apesar de se conhecerem, ambos se falavam bem pouco, os pais de Toru eram pessoas reservadas e não costumava deixar que ele se relacionasse com outras pessoas, Senji então apressou os passos, chegou próximo e o cumprimentou, dizendo, —Olá Toru! Quanto tempo não o vejo meu amigo, para onde está indo com essa pressa toda?— Toru por sua vez era um jovem tímido, ficou surpreso ao ver Senji, e pareceu ter ficado alegre ao rever seu amigo e disse a Senji, —O..olá Senji, Estou indo a Khanã, me matricular na escola militar...— Senji percebeu que Toru queria dizer algo a mais, mas estava tímido e então o encorajou, dizendo, —Você nem sabe, também estou a caminho de Khanã para me matricular na escola militar, não vejo a hora de conhecer a cidade! E você? Me conta!— Toru, cabisbaixo, respondeu, —N..não queria muito participar da escola... mas meus pais dizem que é o melhor a se fazer...— Senji continuou encorajando o amigo, e logo, eles se juntaram e caminharam sentido a cidade de Khanã.
No meio do caminho, os dois se depararam com uma enorme árvore seringueira que tinha uma aparência diferente das outras, o tronco tinha uma cor avermelhada, e ao em vez do látex branco, escorria um líquido vermelho parecido com sangue, suas folhas tinham diferentes tons de azul, eles então se aproximaram, e perceberam alguns símbolos estranhos escritos próximo a sua raiz, parecidos com ideogramas, Senji logo se lembrou do livro que ganhara aos 13 anos, pegou o livro de sua bolsa e comparou os símbolos e confirmou que eram exatamente os mesmos, ele então caminhou em volta da árvore e percebeu que atrás, havia algumas folhas que pareciam ter sido jogadas ali a mão, chutou elas para o lado, com isso, se revelou um buraco em que era possível passar um homem adulto, Senji, curioso, chamou seu amigo para ver, Toru poderia ser tímido, mas também gostava de aventura, porém tinha um medo imensurável de fantasmas, ele então ficou receoso, mas decidiu ir averiguar, Senji então ajoelhou e colocou sua cabeça para dentro do buraco, e percebeu que tinha luz ali, e conseguiu ver uma escada, que provavelmente era utilizada para a entrada e saída do local, Senji então propôs que descessem ali para ver oque tinha e Toru logo respondeu, —Eu não entro aí de jeito nenhum, deve haver fantasmas ai dentro.— Senji então olhou para ele com uma cara de quem estava prestes a gargalhar e disse, —Não me diga que você tem medo de fantasmas!? Fique ai então olhando para ver se não vem alguém.— então ele desceu pela escada e se deparou com uma sala escura, iluminada apenas por algumas poucas velas que ficavam nos cantos, em cima de mesas, começou então olhar para todos os lados para ver se não havia alguém por ali, mas a sala parecia estar vazia, depois de observar todo aquele lugar misterioso, percebeu que no fundo da sala havia um enorme altar com velas, e acima dele, um desenho triangular que parecia simbolizar algo, mas não fazia ideia do que seria, nisto Toru falou lá de cima, —Anda logo! Vamos sair daqui antes que apareça algum fantasma, essa árvore me dá arrepios!— Senji então decidiu sair dali, após sair, Senji contou sobre o livro a Toru, explicando todos os símbolos que tinha visto no livro e a enorme coincidência entre eles, Toru demonstrou curiosidade e medo pelo assunto, depois, eles continuaram a caminhada até a cidade de Khanã, no caminho, decidiram manter em segredo as coisas que viram.